Quinta-feira, Julho 02, 2009

DIA_19_02JUL09_13:12_REGA

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Segunda-feira, Junho 29, 2009

DIA18_29JUN09_12:19_DANÇA

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Domingo, Junho 28, 2009

DIA_17_28JUN09_15:38_PAJEM

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DIA_16_27JUN09_19:22_ESTÚDIO

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Quarta-feira, Junho 24, 2009

DIA_15_24JUN09_19:39_JÁ DEPOIS DO CORTE

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Terça-feira, Junho 23, 2009

DIA_14_23JUN09_10:53_RACCORDS

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Segunda-feira, Junho 22, 2009

DIA13_22JUN09_17:38_ENTRE TAKES

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Domingo, Junho 21, 2009

DIA12_21JUN09_14:00_HORA DE ALMOÇO

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Sábado, Junho 20, 2009

DIA11_20JUN09_11:42_NO INÍCIO DA 3ªSEMANA

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Quinta-feira, Junho 18, 2009

DIA10_17JUN09_11:38_TRAVEL

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Terça-feira, Junho 16, 2009

DIA_9_16JUN09_19:05_IMAGEM

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DIA_8_15JUN09_18:59_DEPOIS DA TEMPESTADE

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Segunda-feira, Junho 15, 2009

DIA_7_14JUN09_20:08_A OLHAR PARA CIMA

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Domingo, Junho 14, 2009

DIA_6_13JUN09_23:04_YARA

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Quinta-feira, Junho 11, 2009

DIA_5_10JUN09_05:10(11JUN)_RISOTTO

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Quarta-feira, Junho 10, 2009

DIA_4_09JUN09_00:34(10JUN)_PASSOS

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Terça-feira, Junho 09, 2009

DIA_3_08JUN09_22:50_RECOMEÇAR

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DIA_2_07JUN09_20:53_ER

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Domingo, Junho 07, 2009

DIA_1_06JUN09_21:57_ROSA

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Segunda-feira, Junho 01, 2009

dispneia

(latim dyspnoea, -ae)
s. f.
Med. Dificuldade em respirar, acompanhada de uma sensação de mal-estar.
Filp, palavra do dia

Terça-feira, Maio 26, 2009

martini

Quem diria? Ainda duram nos pés do Puma Branco as pumas pretas, marcadas a branco, que me fizeram dar o nome de Puma Branco ao Puma Branco. Eu ponho nomes a tudo e a todos. Nunca gostei que me chamassem 'coisinha', ó coisinha queres jogar ao mata? Não, não quero! Sai-me da frente. Já! Antes que te estraçalhe o ring! Isto sou eu a imaginar porque quando em miúda era tão gaga que não conseguia dizer duas palavras seguidas quanto treze. Treze palavras, três das quais de elevado grau de dificuldade: 'quero' e 'frente' e 'estraçalhe', não contando com as armadilhas avulsas como 'sai-me' e 'que te'.

Por isso, quando, já no liceu, me passou a gaguez, vinguei-me e passei a fazer um uso nem sempre moderado das palavras. Hoje não há gato vadio que se cruze comigo e fique na mesma, sem nome. Vi o Puma antes de almoço, no café. Meteu a mão ao bolso e tirou 34 moedas. Pagou o martini, saíu a chocalhar os rendimentos, eu olhei para o relógio. Era meio dia e dez. O martini das 12:10. Antes já lá tinham estado os homens do talho, a despachar cada qual o seu martini. O martini das 11:45. Agora vou sair, mas há-de chegar alguém e pedir um martini. Os do banco em frente, talvez. O martini das 12:20.

É tal o movimento que se poderia organizar o serviço martini como um horário de comboios. Desculpe, agora só tem martini às 11:10. O das 11:20 sai de Santa Apolónia, ora deixe-me ver...não, aos domingos e feriados, não. Ou então: partiu mesmo agora, mas não se rale que está mesmo a chegar outro, a esta hora estão sempre a passar.

Eu não bebo martinis. Mas qualquer dia chego ao café e peço um. Às 12 em ponto. O martini é uma bebida de horas certas.

Segunda-feira, Maio 25, 2009

arena

Num momento em que a actividade cinematográfica e o cinema português parecem tão ameaçados, em que constantemente se põe em causa a sua existência e necessidade, a Palma de Ouro para a Curta Metragem de João Salaviza é de enorme, enorme importância para a comunidade cinematográfica. Não vi o filme, nem sei se as minhas afinidades com o João - que eu conheço desde criança, sempre a querer ser realizador - passam daqui: de pertencermos ao mesmo sítio e partilharmos a mesma ambição. Mas estas são suficientes para lhe estar agradecida, a ele e aos Filmes do Tejo, a produtora do filme. Parabéns!

Quinta-feira, Maio 21, 2009

o livro na mão CONT

imagem:
uma mulher vestida de preto com um livro na mão caminha pela alameda do cemitério

Pergunta-me a Jeanne: - Vai lendo ou tem o livro debaixo do braço? Eu digo: - É uma boa pergunta. A resposta é: leva o livro na mão. Mas já que a pergunta está feita, aproveite-se: sim, mas também pode ir a ler. E se não for a ler, saberá ler? O vestido é comprido, talvez seja mesmo uma personagem do século XIX e use um chapéu, embora por baixo do chapéu o cabelo esteja um nojo. And so one. Agora que começámos, não vamos acabar aqui.

Quarta-feira, Maio 20, 2009

o livro na mão

imagem: uma mulher vestida de preto com um livro na mão caminha pela alameda do cemitério

Sábado, Maio 16, 2009

ritmo

Hoje é sábado, e o meu biorritmo não é famoso. Apenas o nível intelectual está em alta, como a cimpor no psi 20. Diz assim: "tendrás una visión objetiva de los hechos que te circundan!". E eis-me aqui, tão perspicaz. Hoje é sábado.

Quarta-feira, Maio 13, 2009

Aniversário

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a.olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim-mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia-província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho... )
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a umidade no corredor do fim da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos ...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos. . .

Pára, meu coração!
Não penses! Deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira! ...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

Álvaro de Campos

Segunda-feira, Maio 11, 2009

o tema

Não percebi. Está-me a perguntar sobre o que é que o livro é? Alguém quer perguntar mais alguma coisa? Muito bem. O livro é sobre uma mulher com um carrapito. Exactamente, uma mulher com um carrapito, e sinceramente não percebo os sorrisos. Não sabem o que é uma mulher com com carrapito? Está a dizer que sabe? Claro, sabe perfeitamente. Aliás, se me dissesse que não sabia o que era uma mulher com um carrapito eu respondia-lhe, ou pelo menos pensava em responder-lhe, que estava a mangar comigo. Quem é que não sabe o que é uma mulher com um carrapito? Então voltamos ao princípio, quando eu começei por dizer que a pergunta é ociosa. Porquê? Porque o livro é sobre uma mulher com um carrapito! Não há livros sobre mulheres com um carrapito? Não havia. Até terem escrito este. Até eu ter escrito este, se quer pessoalizar a coisa.

Sexta-feira, Maio 08, 2009

s.m.

A palavra do dia no FLIP online é funchal (funcho + -al) s. m. Plantio de funchos. = fiolhal

Quinta-feira, Maio 07, 2009

impasse

Os relatos divergiam tanto que as divergências convergiam: voltávamos sempre à estaca zero.

Quarta-feira, Maio 06, 2009

equívoco embaraçoso

Não compreendo a minha Mia, parece-me que só tem um objectivo na vida - comer. Tenho dificuldades em compreender isso. Recomendaram-me Montaigne. Pensei tratar-se duns biscoitos especiais para gatos com tendência para engordar. Biscoitos Montaigne, soou-me bem, mesmo muito bem, Montaigne, biscoitos Montaigne. Só tarde percebi que era o próprio. "Acaso não é uma prova singular de imperfeição não conseguirmos assentar o nosso contentamento em coi­sa alguma, e que, mesmo por desejo e imaginação, esteja fora do nosso poder escolher o que nos é necessário?" Mia, prepara-te: no próximo Inverno leremos Montaigne.